Como a coleta e o uso dos
dados contribuem para o enorme desequilíbrio entre as experiências de homens e mulheres
na sociedade
Desde o controle do fogo e o domínio da agricultura até as evoluções
tecnológicas da atualidade, as conquistas dos seres humanos sempre começaram
com a observação do mundo, algo conhecido hoje como coleta de dados. Como base
da ciência, são os dados que determinam a alocação de recursos públicos e
privados, ditando o rumo da sociedade.
Porém, o caráter científico dos dados esconde um lado perverso: as
mulheres não são — e nunca foram — contempladas por eles. Isso é o que revela
Caroline Criado Perez em Mulheres
invisíveis. Nessa obra, a autora reúne estudos de caso que
explicitam como o olhar predominante considera que o homem é o padrão e as
mulheres são atípicas. Dessa forma, mesmo quando os dados abrangem o universo
feminino, acabam sendo ignorados na prática, o que aprofunda na base a
desigualdade de gênero.
Inovadora em sua abordagem, Caroline coloca em números o sofrimento de
metade da humanidade, provando que o preconceito de gênero é muito mais que uma
questão subjetiva. Uma leitura transformadora e inesquecível, que mudará a
maneira como você enxerga o mundo.
Caroline Criado Perez é escritora, jornalista e ativista feminista britânica premiada. Cursou a graduação em língua inglesa na Universidade de Oxford e estudou economia comportamental e feminista na London School of Economics. Em novembro de 2013, recebeu o prêmio de defensora dos direitos humanos do ano pelo grupo de pressão Liberty. Em 2015, foi honrada com a Ordem do Império Britânico pela rainha Elizabeth II. Mulheres invisíveis, seu segundo livro, foi publicado em 2019 e traduzido para 30 idiomas, recebendo naquele ano os prêmios Royal Society Science Book, Books Are My Bag Readers Choice e Financial Times Business Book of the Year. Em 2020, a autora recebeu o prêmio HÄN da Finlândia pela promoção da igualdade, e em 2021 recebeu o título de doutora honorária da Universidade de Lincoln. Caroline escreve uma newsletter semanal sobre a lacuna de dados de gênero no site newsletter.carolinecriadoperez.com