ANTISSEMITISMO ESTRUTURAL
Autor analisa as raízes do sentimento de hostilidade aos judeus e propõe um letramento anti-antissemita
Este livro revisita o percurso histórico que construiu o sentimento de hostilidade aos judeus conhecido como antissemitismo – cunhado apenas em 1879, mas preexistente em fato, senão em nome, desde a mais remota Antiguidade. Meu objetivo não é convencer ninguém de nada. Considero o convencimento uma praga. Ninguém convence ninguém, na verdade. Quando muito, ficamos convencidos. E o autoconvencimento é sempre (ou deve ser) um processo com idas e vindas. Minha pretensão, assim, é mais modesta. Quero recuperar fatos, oferecer aos leitores uma interpretação que deles me pareça plausível e defender, com honestidade intelectual, que o antissemitismo é uma patologia social que precisa ser entendida para ser combatida, desconstruída e, se possível, curada
Autor analisa as raízes do sentimento de hostilidade aos judeus e propõe um
letramento anti-antissemita
O antissemitismo talvez seja o ódio mais antigo da humanidade. Ao longo da história, os judeus foram acusados de serem capitalistas vorazes, comunistas perigosos, fanáticos religiosos, ateus enrustidos, isolacionistas sectários ou até espiões infiltrados. Se na Antiguidade o problema era sua religião, depois a questão passou a ser a sua raça. Atualmente, o principal alvo de ataques é seu estado Nacional: Israel. Quais as raízes dessa “patologia social” e como combatê-la? Essas são as perguntas que Gustavo Binenbojm procura responder em Antissemitismo estrutural.
Do Egito antigo à cultura helênica, do Império Romano pagão ao Cristianismo, chegando até os dias de hoje, Binenbojm revisita o percurso histórico que construiu o sentimento de hostilidade em relação aos judeus e investiga as possíveis razões da resiliência do antissemitismo ao longo do tempo, assim como seu ressurgimento atual. Além de apresentar esse panorama histórico, o autor procura traçar a linha divisória entre a liberdade de expressão e o discurso antissemita, enquadrado no Brasil como crime de racismo.
Gustavo Binenbojm propõe paralelos entre os conceitos de “racismo estrutural” e “antissemitismo estrutural”, apontando que ambos fazem parte do nosso inconsciente coletivo. O autor defende que não basta não ser antissemita: é essencial investir em um letramento anti-antissemita, uma educação atenta a essa realidade, baseada em informação confiável e qualificada. Binenbojm lança seu olhar sobre discursos públicos e manifestações culturais – como peças de Shakespeare, piadas e letras de música – para demonstrar o quanto o preconceito aos judeus segue presente e introjetado em nossa sociedade. Com prefácio do jornalista Pedro Doria, Antissemitismo estrutural oferece aos leitores ferramentas para distinguir críticas legítimas de comportamentos de ódio.
informações técnicas
| Classificação indicativa | 14+ |
|---|---|
| Formato(s) de venda | Livro, E-book |
| ISBN | 978-65-87518-37-4 |
| Páginas | 208 |
| E-ISBN | 978-65-87518-38-1 |
| Formato | 14 x 21 x 1,2 cm |
| Gênero | Não ficção |
| Pré-venda | Não |
| Lançamento | 1 de dez. de 2025 |